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Região de Terras de Santa Maria

2026/04/22

Adesão de Espinho a rede internacional pode custar mais de €27 mil em 10 anos

Arouca

Câmara de Espinho aprovou adesão a rede internacional de cidades caminháveis, com custos anuais superiores a 5 mil euros e dúvidas sobre impacto real.

A adesão do Município de Espinho à Rede de Cidades e Vilas que Caminham, aprovada na reunião extraordinária de 13 de março de 2026, poderá representar um encargo superior a 27 mil euros ao longo de dez anos, tendo em conta o custo anual estimado em cerca de 5.535 euros e a sua renovação automática .

A proposta foi viabilizada por unanimidade, enquadrada numa estratégia de promoção da mobilidade sustentável, com foco na melhoria das condições para a circulação pedonal, na segurança urbana e na qualidade de vida. O executivo liderado por Jorge Ratola considera que Espinho reúne condições particularmente favoráveis para este tipo de políticas, destacando a topografia plana e a proximidade entre diferentes pontos da cidade.

Apesar do consenso na votação, a medida não ficou isenta de críticas. A oposição, em particular o movimento independente, liderado pela ex-pesidente da autarqua, Maria Manuela Cruz, alertou para a ausência de indicadores de desempenho e de metas concretas que permitam avaliar o impacto real da adesão. Na ausência de métricas claras, foi levantado o risco de o investimento assumir um caráter meramente simbólico, sem tradução prática no quotidiano dos cidadãos.

Foram também expressas preocupações quanto ao compromisso financeiro assumido a médio e longo prazo, sublinhando-se que, embora o valor anual seja relativamente contido, a sua acumulação ao longo dos anos poderá tornar-se significativa sem garantias de retorno efetivo.

Neste contexto, foi defendida a necessidade de o executivo apresentar resultados concretos no prazo de um ano, demonstrando que a integração na rede internacional se traduz em melhorias reais na mobilidade urbana e na vivência do espaço público.

A decisão, embora consensual do ponto de vista político, ficará assim dependente da sua execução no terreno, sendo o impacto prático da medida o principal fator de avaliação nos próximos anos.

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