2026/01/25
Trabalhadores contratados como assistentes operacionais foram distribuídos por vários departamentos municipais e não "têm competências para desempenhar as funções para os quais foram contratados", acusa presidente da autarquia.
A câmara municipal de Espinho lançou, em 2022, um concurso público para a contratação de seis assistentes operacionais, e acabou por assinar contrato trabalho com 40 novos trabalhadores com o objectivo de colmatar a falta de recursos humanos nas escolas do concelho... mas que acabaram por não ser alocados ao serviço para qual foram contratados. Por isso, o novo executivo camarário deparou-se, no início de novembro, com a falta de assistentes de operacionais.
Esta realidade foi denunciada por Jorge Ratola, presidente da câmara municipal de Espinho eleito pelo PSD nas últimas autárquicas, em recente reunião de executivo camarário. A autarquia espinhense recebeu cerca de 90 trabalhadores no âmbito da descentralização de competências na área da Educação, e contratou há quatro anos, durantante a governação PS, 40 novos profissioanais (em vez dos seis previstos no concurso) para os estabelecimentos de ensino, prefazendo um total de 130 novos colaboradores.
Jorge Ratola acusa que a autarquia ficou com 40 pessoas a mais, "não para as funções que foram admitidas, mas para outras que não tinham nada a ver com a necessidade das escolas”. Os novos funcionários autárquicos acabaram por ser distribuídos por outros setores.
O presidente da autarquia avançou ainda que as quatro dezenas de trabalhadores contratados "não têm competências para fazer aquilo para que foram contratadas, e que nem conseguiram cumprir o objetivo do concurso”.