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Região de Terras de Santa Maria

2026/03/27

Cinema no 8ª Avenida continua fechado. Contrato inicial associado à cedência do terreno, que prevê a existência obrigatória de salas de cinema.

São João da Madeira

As negociações continuam em curso, mas sem garantias de sucesso. O executivo camarário  admite a possibilidade de reconfigurar o modelo das salas de cinema do 8.ª Avenida.

Encerradas desde janeiro, as salas de cinema do 8ª Avenida continuam sem solução definida. O impasse em torno das salas de cinema tem marcado atualidade de São João da Madeira, na área da culura e lazer, e autarquia assume que está a desenvolver esforços para evitar o desaparecimento definitivo deste equipamento cultural.

As salas permanecem sem atividade, gerando preocupação entre responsáveis políticos e população. Durante a reunião camarária de 24 de março, o executivo confirmou que tem vindo a reunir com os proprietários do centro comercial e com potenciais operadores interessados em assumir a exploração do espaço.

 

Apesar dessas diligências, não existe ainda um acordo fechado. O município reconhece que não pode impor diretamente a reabertura, já que a gestão do equipamento é privada, mas garante que está a utilizar todos os instrumentos ao seu alcance para influenciar uma solução. Entre esses mecanismos está o contrato inicial associado à cedência do terreno, que prevê a existência obrigatória de salas de cinema, bem como uma decisão governamental que impede, para já, o desmantelamento destes espaços culturais.

A autarquia sublinha que a manutenção do cinema é estratégica para a cidade. Para além da dimensão cultural, o equipamento desempenha um papel relevante na dinamização do centro comercial e na oferta de lazer local. O encerramento prolongado tem contribuído para uma perceção de perda de vitalidade, numa infraestrutura que, durante anos, foi um ponto de encontro para várias gerações.

No entanto, o desafio não se resume à exploração do espaço. O próprio executivo admite que as salas necessitam de uma intervenção profunda. As condições atuais são consideradas desatualizadas e pouco atrativas, o que implica a realização de investimento significativo para garantir uma eventual reabertura com qualidade.

Neste contexto, o executivo camarário  admite a possibilidade de reconfigurar o modelo das salas, ajustando a dimensão e o conceito à realidade atual do setor cinematográfico. Ainda assim, deixa claro que a prioridade é preservar a existência de cinema na cidade, evitando a sua substituição por outras funções comerciais.

As negociações continuam em curso, mas sem garantias de sucesso. Enquanto isso, o futuro das salas do 8ª Avenida permanece incerto, num dossiê que cruza interesses públicos e privados e que poderá ser determinante para a vida cultural de São João da Madeira nos próximos anos.

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