2026/05/17
Nova força deverá arrancar no primeiro semestre de 2027, com 15 agentes, um comandante e investimento municipal de 1,5 milhões de euros.
A criação da Polícia Municipal de Oliveira de Azeméis recebeu aprovação do Governo, abrindo caminho à implementação de uma nova estrutura de segurança e fiscalização no concelho. A decisão foi tomada em Conselho de Ministros e permitirá à autarquia avançar para a fase de instalação e recrutamento da futura força municipal, que deverá entrar em funcionamento durante o primeiro semestre de 2027.
De acordo com o plano apresentado pelo município, a Polícia Municipal arrancará com 15 agentes e um comandante, ficando instalada numa fase inicial no Centro Municipal de Proteção Civil, localizado no Parque de La Salette. O investimento previsto ronda os 1,5 milhões de euros, valor destinado à adaptação de instalações, aquisição de viaturas, equipamentos operacionais, sistemas de comunicação e material de proteção.
O presidente da câmara municipal, Joaquim Jorge Ferreira, tem defendido o projeto como uma resposta às necessidades crescentes de fiscalização e acompanhamento de proximidade no território. A futura polícia deverá atuar sobretudo em áreas como o trânsito, segurança rodoviária, proteção ambiental, fiscalização municipal e vigilância junto da comunidade escolar.
A intenção de criar esta estrutura já tinha sido anunciada pela autarquia há vários anos, numa altura em que o município apontava limitações na resposta das forças de segurança existentes para acompanhar todas as ocorrências e ações de fiscalização necessárias no concelho.
Com cerca de 70 mil habitantes distribuídos por uma área extensa e várias freguesias, Oliveira de Azeméis pretende reforçar a capacidade de intervenção local em situações relacionadas com vandalismo, estacionamento irregular, abandono de viaturas, deposição ilegal de resíduos e outras infrações de âmbito municipal.
A autarquia admite ainda integrar, numa fase inicial, trabalhadores municipais ligados à fiscalização, embora os futuros agentes tenham de cumprir formação específica antes da entrada em funções.