2026/07/22
O PS diz que a Indaqua regista lucros anuais de 12 milhões de euros antes de impostos e defende que há margem para reduzir as tarifas cobradas aos munícipes de Santa Maria da Feira.
O contrato de concessão da água e saneamento à Indaqua voltou a marcar o debate na reunião da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, com o vereador do PS, Sérgio Cirino, a afirmar que a concessionária regista lucros anuais de cerca de 12 milhões de euros antes de impostos, defendendo que esse resultado demonstra existir margem para reduzir as tarifas pagas pelos consumidores.
Durante a discussão da informação apresentada pela Indaqua, o socialista classificou o contrato como "a pedra no sapato" do concelho, sustentando que o equilíbrio financeiro da concessão favorece excessivamente a empresa. Na sua intervenção, defendeu que os resultados financeiros conhecidos justificam uma revisão dos valores cobrados aos utilizadores.
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Sérgio Cirino propôs ainda que as críticas dos vereadores fossem remetidas à comissão de acompanhamento da concessão, para que o órgão tome conhecimento do descontentamento político relativamente ao contrato e ao seu impacto nos munícipes.
Em resposta, o presidente da Câmara, Amadeu Albergaria, contrapôs que a autarquia acompanha a execução da concessão e tem procurado responder às reclamações dos cidadãos, lembrando que a atuação do município está enquadrada pelas obrigações legais do contrato em vigor.
A discussão sobre a Indaqua voltou a evidenciar as divergências entre maioria e oposição quanto ao modelo de concessão do serviço de abastecimento de água e saneamento, com os socialistas a defenderem que os resultados financeiros da empresa devem traduzir-se numa redução dos custos suportados pelos consumidores.