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Região de Terras de Santa Maria

2026/04/21

Máquina da câmara de Espinho vai ficar mais pesada com nova organização interna

Espinho

Nova organização dos serviços da câmara de Espinho foi aprovada, mas oposição alerta para aumento de burocracia, custos e estrutura mais pesada.

A máquina da Câmara Municipal de Espinho vai tornar-se mais pesada com a aprovação da nova Revisão do Regulamento Orgânico dos Serviços Municipais, decisão tomada na reunião extraordinária de 13 de março.

A proposta, viabilizada pela maioria PSD com o apoio do movimento independente, enfrentou a oposição do PS, que alerta para um aumento da burocracia, dos custos e da complexidade interna da autarquia. 

Mais chefias e níveis hierárquicos

O novo regulamento redesenha a estrutura interna da Câmara, criando três departamentos, várias divisões e unidades municipais, além de múltiplos níveis de direção intermédia.

Na prática, trata-se de um reforço da hierarquia administrativa, com mais cargos dirigentes e maior formalização da cadeia de decisão.

A maioria defende que esta reorganização permitirá clarificar competências e melhorar o funcionamento dos serviços. Já a oposição vê o cenário de forma diferente.

PS fala em estrutura “pesada e rígida”

Os vereadores do PS votaram contra e apontaram críticas diretas ao modelo aprovado, considerando que este cria uma “máquina grande”, desajustada à realidade do concelho.

Na declaração de voto, defendem que a proposta aumenta o número de dirigentes, reforça os níveis intermédios de chefia e dificulta a simplificação administrativa.

Para os socialistas, esta opção pode afastar os serviços dos cidadãos e comprometer a eficiência da gestão municipal.

Custos e eficácia levantam dúvidas

Outro dos pontos críticos prende-se com o impacto financeiro da nova estrutura. O aumento de cargos dirigentes poderá traduzir-se em mais despesa pública, sem garantias de melhoria proporcional na qualidade dos serviços.

A oposição sublinha que o regulamento não apresenta indicadores concretos que permitam avaliar ganhos de eficiência, deixando em aberto o verdadeiro retorno da medida.

Apesar de votar a favor, o movimento independente deixou críticas relevantes ao documento, destacando fragilidades na sua construção. 

Entre elas a ausência de Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs) e a falta de referência ao SIADAP, sistema obrigatório de avaliação Sem estas ferramentas, alertam, será difícil medir resultados e garantir transparência na gestão dos serviços municipais

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