2026/01/08
Informação confirmada pelo presidente da autarquia, Joaquim Jorge, após ser questionado pelo vereador do Chega, Manuel Almeida na primeira reunião de executivo camarário em 2026. Conheça toda a história.
Em dezembro de 2018, ou seja, há pouco mais de sete anos, a autarquia fez um investimento na aquisição de uma máquina de reparação de pavimentos asfálticos. A mesma encontra-se encostada há vários anos, e durante um período em que se verifica dia sim, dia sim, queixas de vários municípes sobre o estado das estradas no concelho. Esta Informação confirmada pelo presidente da autarquia, Joaquim Jorge, após ser questionado pelo vereador do Chega, Manuel Almeida na primeira reunião de executivo camarário em 2026.
Na altura da aquisição, a autarquia apresentava, através dos seus meios de comunicação, a sua nova compra como uma máquina inovadora que faz a repara eparação a quente, por projeção da massa asfáltica e sem o uso do tradicional cilindro ou placa compactadora. Outra vantagem, apontava o executivo, é a durabilidade da reparação.
A autarquia invocava ainda que intervenção na rede viária ficava mais facilitada com a aquisição de uma nova máquina para tapar buracos, alterando o paradigma da reparação das vias no concelho. E sublinhava que o município era terceiro concelho do país, a seguir a Lousada e a Paços de Ferreira, a adquirir este tipo de equipamento.
O REGIÃO DE TERRAS DE SANTA MARIA procurou, sem sucesso, o contrato de compra do equipamento. Mas partindo do exemplo de uns dos municípios mencionados pela câmara municipal de Oliveira de Azeméis, o município da Lousada fez, em maio de 2017, um ajuste direto a emprea JA Guerra Unipessoal no valor de € 39 200 (+IVA), para a "a aquisição de equipamento para reparação e pavimentos asfálticos". Terá sido este o valor, ou muito perto dele, pago pela autarquia para a aquisição do mesmo equipamento.
Pouco mais de sete anos anos, a realidade mostra que a máquina se encontra encostada nos estaleiros do município. O facto é confirmado pelo presidente da autarquia, Joaquim Jorge, que aponta defeitos no equipamento, mas também dificuldade de recursos humanos.
"A máquina foi comprada efetivamente. Nós começamos a ter problemas terríveis com as emulsões daquilo. A máquina estava constantemente entupida e, portanto, a máquina não tinha a produtividade que nós pensámos que tinha. Por outro lado, há outra questão, que é uma questão muito complicada também, que foi a erosão dos recursos humanos que estavam afectos à máquina. Fizemos a equipa para trabalhar com a máquina e, passado algum tempo, a equipa já não existia, por vários motivos que não interessam", confessou Joaquim Jorge na primeira reunião de executivo camarário do ano de 2026.