2026/03/25
Autarquia liderada por João Oliveira reconhece ausência de cadastro de minas subterrâneas e anuncia medidas para mapear riscos e prevenir abatimentos no futuro.
A Câmara Municipal de São João da Madeira reconheceu publicamente, na reunião de 24 de março de 2026, que não existe qualquer cadastro atualizado das minas subterrâneas existentes no concelho, uma situação que levanta preocupações ao nível da segurança urbana e da gestão do território.
O tema foi trazido à discussão por um vereador, após o aparecimento recente de um abatimento junto ao quartel dos bombeiros, associado precisamente a uma dessas estruturas subterrâneas antigas. Segundo foi referido, existem dezenas de minas espalhadas pela cidade, muitas delas com décadas de existência e sem qualquer monitorização conhecida.
Durante a reunião, o executivo admitiu que já tentou localizar informação histórica sobre estas infraestruturas, mas sem sucesso. “Sabemos que há minas, mas não temos um mapa nem um registo completo”, foi assumido pelo executivo liderado por João Oliveira, reforçando a necessidade de começar praticamente do zero este trabalho de identificação.
A ausência deste levantamento levanta dúvidas quanto ao estado de conservação destas galerias e ao risco potencial de novos abatimentos. A situação é considerada evolutiva, podendo agravar-se com o tempo e com fatores como infiltrações ou degradação estrutural.
Perante este cenário, o município anunciou que irá avançar com um processo de cadastro progressivo, aproveitando as intervenções já em curso para recolher informação técnica no terreno. A estratégia passa por registar cada ocorrência e construir, gradualmente, uma base de dados que permita conhecer a rede subterrânea existente.
Além disso, foi admitida a possibilidade de recorrer a equipamentos especializados ou entidades externas para realizar inspeções mais detalhadas, incluindo métodos de vídeo ou levantamento técnico, à semelhança do que já foi feito noutras infraestruturas municipais.
O executivo considera que este trabalho será essencial para garantir uma melhor capacidade de planeamento urbano e prevenção de riscos, numa cidade onde o subsolo permanece, em grande parte, desconhecido.