2026/05/26
Câmara de S. João da Madeira coloca nó do IC2 entre as prioridades estratégicas do mandato, apontando a melhoria das acessibilidades como peça-chave para reforçar competitividade, atrair investimento e apoiar o desenvolvimento económico da cidade.
A Câmara Municipal de S. João da Madeira quer colocar o chamado “nó do IC2” entre os principais projetos estratégicos do novo mandato autárquico. A intenção surge assumida no Orçamento e Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, onde o executivo considera esta intervenção “uma medida estruturante para a cidade” e garante que será “uma prioridade para este executivo”.
A referência surge integrada no eixo “Cidade com futuro”, área em que a autarquia afirma pretender reforçar a competitividade económica do concelho, apoiar as empresas e criar melhores condições para atração de investimento e emprego. Para o executivo municipal, as acessibilidades rodoviárias terão um papel decisivo nesse objetivo.
Apesar da importância política atribuída ao tema, o documento não esclarece ainda em concreto qual será a intervenção prevista. O orçamento não especifica se está em causa a criação de um novo nó de acesso ao IC2 ou a reformulação profunda de acessos já existentes, nem apresenta localização exata, calendário de execução ou valor estimado para a obra. Também não aparece identificada qualquer verba autónoma especificamente destinada ao projeto.
Ainda assim, a linguagem utilizada pelo executivo aponta para uma solução estrutural e não apenas para obras de manutenção ou pequenas beneficiações. Ao contrário de outras intervenções mencionadas no orçamento — como pavimentações, reparação de passeios ou requalificação de equipamentos municipais —, o nó do IC2 surge diretamente associado à estratégia de desenvolvimento económico da cidade.
A discussão sobre os acessos ao IC2 tem sido recorrente ao longo dos últimos anos na região de Entre Douro e Vouga, sobretudo devido ao peso industrial de S. João da Madeira e dos concelhos vizinhos. Entre os problemas mais apontados estão os congestionamentos nas entradas urbanas, a circulação de trânsito pesado dentro da cidade e as dificuldades logísticas enfrentadas pelas empresas no acesso às principais vias rodoviárias.
Uma eventual nova ligação ou reconfiguração dos acessos ao IC2 poderá, por isso, ter impacto não apenas em São João da Madeira, mas também na mobilidade na REGIÃO DE TERRAS DE SANTA MARIA e na competitividade empresarial de toda a zona industrial envolvente.
O projeto surge integrado no maior orçamento de sempre da Câmara Municipal de S. João da Madeira, no valor de 51,575 milhões de euros. O executivo apresenta o documento como o início de “uma nova ambição para a cidade”, coincidindo com o centenário da emancipação concelhia, que será celebrado em 2026.