2026/05/18
Câmara de Espinho aprovou novos trabalhos complementares no Centro Integrado de Saúde, aumentando o custo da empreitada e gerando críticas da oposição.
A empreitada do futuro Centro Integrado de Saúde de Espinho voltou a gerar polémica política, depois de a Câmara Municipal ter aprovado novos trabalhos complementares que aumentam o custo global da obra para cerca de 2,15 milhões de euros.
A decisão foi tomada na reunião camarária de 7 de abril, onde foi autorizada uma despesa adicional na ordem dos 43 mil euros, relacionada com intervenções consideradas necessárias durante a execução da empreitada.
A aprovação dos trabalhos complementares motivou críticas por parte da oposição, que considera que estes custos adicionais evidenciam problemas no planeamento inicial da obra.
Durante a discussão, foram levantadas dúvidas sobre a qualidade do projeto e sobre a capacidade de antecipar necessidades técnicas antes do arranque da empreitada. Os vereadores críticos apontaram que este tipo de revisões acaba frequentemente por aumentar os encargos públicos e atrasar a execução das obras.
Segundo a oposição, o caso do Centro Integrado de Saúde demonstra uma tendência recorrente em projetos municipais: adjudicações iniciais seguidas de alterações e reforços financeiros ao longo da execução.
O executivo municipal defendeu, no entanto, que os trabalhos agora aprovados resultam de necessidades identificadas durante o decorrer da obra e que são indispensáveis para garantir a funcionalidade e qualidade final do equipamento.
A autarquia sustenta que este tipo de ajustamentos pode ocorrer em empreitadas complexas e enquadra-se nos mecanismos legais previstos para obras públicas.