2026/08/05
Solário Atlântico permanece fechado, enquanto PSD e CDU divergem sobre as causas e as responsabilidades pela situação do equipamento.
A Piscina Solário Atlântico permaneceu fechada no início da época balnear e continua sem uma data concreta de abertura. O estado do equipamento, já documentado através de imagens, voltou a ser discutido na Assembleia Municipal de Espinho, onde o debate ficou marcado por versões diferentes e pela atribuição de responsabilidades entre forças políticas.
O jornal REGIÃO DE TERRAS DE SANTA MARIA publicou, a 7 de julho, imagens que mostravam sinais de degradação em diferentes áreas do Solário Atlântico. A reportagem referia problemas estruturais nas escadas, na zona dos saltos, numa laje, nos corredores superiores e noutros elementos da estrutura.
Na mesma reportagem, o presidente da Câmara Municipal de Espinho, Jorge Ratola, afirmou que a piscina já se encontrava fechada e que, por isso, não tinha ocorrido um encerramento durante o atual mandato. Segundo o autarca, o executivo tentou resolver parte dos problemas, mas a análise do equipamento foi revelando novas limitações à sua utilização.
Jorge Ratola informou também que a Câmara dispunha de relatórios e análises sobre o estado da piscina e que essa informação seria entregue aos eleitos municipais. Admitiu ainda que a expectativa inicial de resolver rapidamente a situação não se tinha confirmado.
O presidente da Câmara afirmou, na altura, que o município estava a trabalhar para permitir alguma utilização do Solário Atlântico ainda durante a época balnear, embora tenha reconhecido que o calendário era apertado. Referiu igualmente que a intervenção teria componentes interiores e exteriores.
Na última reunião de Assembleia Municipal, a CDU voltou a levantar a situação da piscina, lamentando que o equipamento não tivesse aberto no início da época balnear e destacando a sua importância histórica para Espinho.
Em resposta, o deputado municipal do PSD Nuno Almendra afirmou que a piscina não abriu por não existirem condições mínimas de segurança.
O deputado recordou que, numa Assembleia Municipal realizada em junho de 2024, a então presidente da câmara, Maria Manuel Cruz, teria anunciado que o projeto de arquitetura e os projetos de especialidades para as obras da piscina estavam em contratação.
De acordo com Nuno Almendra, tinha sido indicado nessa reunião que as obras começariam após o final da época balnear. O deputado sustentou que os trabalhos não avançaram e responsabilizou o anterior executivo pela situação em que o equipamento foi encontrado.
Durante a intervenção, Nuno Almendra defendeu que o equipamento não poderia abrir sem condições de segurança e colocou, como exemplo, a hipótese de uma criança ser sugada por uma conduta.
O representante da CDU afirmou desconhecer a informação relativa aos projetos anunciados em 2024, mas considerou grave que a Piscina Solário Atlântico não tivesse aberto durante a época de verão.
Na sua intervenção, descreveu a piscina como um símbolo importante de Espinho e criticou o estado em que o equipamento se encontrava.
A discussão desviou-se depois para responsabilidades de anteriores executivos e para outros conflitos políticos ocorridos no município. O PSD voltou a afirmar que o atual executivo tinha recebido a piscina naquele estado e que a decisão de não abrir se justificava por motivos de segurança.
As imagens publicadas pelo REGIÃO DE TERRAS DE SANTA MARIA antecederam este debate e mostraram o estado de várias zonas do Solário Atlântico.
A nossa reportagem indicava que as limitações não estavam concentradas apenas numa área do complexo. Foram referidos problemas nas escadas, na estrutura, na zona dos saltos, numa laje e nos corredores superiores.
O presidente da Câmara declarou então que existiam relatórios e análises municipais e que a intervenção teria de abranger áreas internas e externas.
A reportagem do REGIÃO DE TERRAS DE SANTA MARIA abordou também queixas relativas à Piscina Municipal de Espinho.
Na Assembleia foram referidos testemunhos de utilizadores sobre chuveiros avariados, utilização condicionada dos balneários, problemas de higiene e alegada presença de insetos.
Jorge Ratola afirmou que o executivo conhecia as situações e que as reclamações apresentadas à Câmara eram analisadas e respondidas. Acrescentou que não estava em curso uma intervenção de fundo naquele equipamento, mas que estavam previstas a aquisição de cacifos e a recuperação de algumas paredes.
No debate sobre o Solário Atlântico, o PSD atribuiu ao anterior executivo a responsabilidade pelo estado do equipamento e pela não concretização das obras anunciadas em 2024.
A CDU criticou o facto de a piscina não ter aberto e destacou a importância da infraestrutura para o concelho.
O presidente da Câmara afirmou anteriormente que o equipamento não tinha sido encerrado durante o atual mandato, porque já se encontrava fechado, e que os problemas encontrados se revelaram mais extensos do que inicialmente previsto.
O resultado prático manteve-se: a Piscina Solário Atlântico não abriu no início da época balnear e, à data dos elementos analisados, continuava sem uma data concreta de abertura.