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Região de Terras de Santa Maria

2025/10/25

PS e AD entendem-se em São João da Madeira e esvaziam poder desequilibrador do CHEGA

São João da Madeira

Leonoardo Martins (PS) e Tiago Correia (PSD) líderes das respetivas estruturas locais

Os dois partidos patrocinam estabilidade política no município sanjoanense. Entendimento surge para evitar possível forças de bloqueio do CHEGA.

As eleições autárquicas em São João da Madeira trouxeram mais do que a mudança de poder no poder executivo municipal, com a eleição de João Oliveira como presidente da câmara munipal, ao derrotar o atual presidente, o socialista Jorge Vultos Sequeira. Trouxe também um novo quadro político. Um equílibrio de forças entre os partidos de poder no órgão deliberativo, a assembleia municipal, e no assembleia de freguesia de São João da Madeira. Neste dois últimos órgãos autárquicos, o CHEGA conseguiu obter representatividade, o suficiente para desequilibrar votações em pontos decisivos.

A resposta dos dois partididos de poder foi imediata. Ainda antes de estar agendada oficialmente as tomadas de pose dos novos órgãos autárquicas os líderes das concelhias do PSD e do PS de São João da Madeira, Tiago Correia e Leonardo Martins, respetivamente,  assinaram um compromisso em nome da estabilidade política, colocando assim os interesses dos sanjoanenses acima dos interesses de cada um dos partidos.

No acordo fica seguro que, no imediato, o PS votará a favor da lista a ser apresentar pela AD para conduzir as reuniões de assembleia municipal, liderada pela candidatuta vencedora nas últimas eleições autárquicas, protagonizada por Cristina Vila Verde, e a AD viabilizará a lista a ser apresentada pelo PS para assembleia de freguesia.

Para a convergência de interesses, a AD cederá o lugar de segundo secretário ao PS na assembleia municipal, e o PS também dará um lugar de secretario à AD na assembleia de freguesia de São João da Madeira.

O acordo celebrado também garantirá, desde já, governabilidade tanto na assembleia municipal como na assembleia de freguesia. Os dois partidos comprometem-se a entendimentos em questões fundamentais, como é o caso da aprovação dos orçamentos anuais durante os próximos quatro anos.

Com este acordo, os dois partidos de poder esvaziam qualquer ação política do partido CHEGA, que chega este ano pela primeira vez aos órgãos autárquicas.

Leonardo Martins, presidente da concelhia do PS em São João da Madeira, o partido que saiu derrotado nas últimas eleições autárquicas, referiu à imprensa que "o príncipio de acordo alcançado é um ato de responsabilidade e maturidade política, que respeita os resultados eleitoras e assegura um início de mandato estável e baseado no diálogo".  E acrescenta: "Na ausência de maioria absoluta nos órgãos deliberativos, O PS entendeu que devia agir com sentido de responsabilidade, evitando cenários de instabilidade que apenas favorecem forças extremadas ou populistas". 

Já Tiago Correia, presidente da comissão política concelhia do PSD, afirmou que "quem vence as eleições é que deve governar, mas para se garantir a estabilidade deveremos sempre colocar os interesses dos sanjoanenses e da cidade acima os interesses partidários".  

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