2026/06/30
Concurso para fornecimento de refeições escolares foi adjudicado à Rescater por 1,4 milhões de euros, numa reunião em que a qualidade da alimentação voltou a ser discutida.
A Câmara Municipal de Vale de Cambra aprovou, por unanimidade, a adjudicação do concurso público para a aquisição de serviços de fornecimento de refeições em estabelecimentos escolares do concelho à empresa Rescater – Prestação de Serviços, Lda., pelo valor total de 1.438.136 euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.
A decisão foi tomada na reunião ordinária de 2 de junho, no âmbito do concurso público n.º 24/2026, lançado para assegurar o fornecimento de refeições nas escolas do município. Segundo a ata da reunião, o relatório final propôs a adjudicação à Rescater, depois de concluída a fase de análise e avaliação das propostas apresentadas.
O procedimento contou com várias empresas concorrentes. A Eurest Portugal apresentou uma proposta de 1.444.030 euros; a ICA – Indústria e Comércio Alimentar, S.A., apresentou proposta de 1.956.808 euros; a Uniself – Sociedade de Restaurantes Públicos e Privados, S.A., concorreu com 1.502.970 euros; a Elor Restaurantes de Portugal, S.A., apresentou uma proposta de 2.500.000 euros; e a Gertal – Companhia Geral de Restaurantes e Alimentação, S.A., apresentou proposta de 1.886.080 euros. Algumas destas propostas foram excluídas por ultrapassarem o valor base do procedimento.
Apesar da adjudicação ter sido aprovada por unanimidade, a qualidade das refeições escolares voltou a ser tema de discussão no executivo municipal. A vereadora Mafalda Sofia Ferreira, do PSD, questionou a forma como é aferida a qualidade da alimentação servida nas escolas, defendendo que poderia ser relevante perceber quantos professores e auxiliares almoçam nos estabelecimentos de ensino.
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A autarca considerou que, de uma forma geral, as crianças tendem a não apreciar alimentos mais saudáveis e, por isso, classificam frequentemente as refeições como não sendo boas. Ainda assim, entendeu que a adesão dos adultos que trabalham nas escolas poderia funcionar como um indicador complementar sobre a qualidade da comida servida.
O presidente da Câmara respondeu que os professores, regra geral, não almoçam nas escolas, não apenas por causa da qualidade das refeições, mas também porque, durante o período da refeição, acabam por prolongar o seu papel docente. Sublinhou ainda que uma refeição completa representa para os alunos um custo de cerca de 1,60 euros, valor que, ainda assim, leva alguns a optarem por comer noutros locais.
O autarca acrescentou que, de acordo com os dados disponíveis, nunca tinha sido registado um número tão elevado de refeições servidas nas escolas como no presente ano, argumento usado para enquadrar a procura atual do serviço.