2026/07/31
Oliveira de Azeméis Espinho Arouca 🔎 Terras-Check
O Região de Terras de Santa Maria analisou as posições do STEPH, do PS, do Bloco de Esquerda e do Governo para perceber se Arouca, Espinho e Oliveira de Azeméis vão mesmo perder ambulâncias.
A possibilidade de vários concelhos do distrito de Aveiro perderem ambulâncias do sistema de emergência médica tem sido denunciada por partidos e por representantes dos profissionais do setor.
Arouca, Espinho e Oliveira de Azeméis estão entre os concelhos apontados como podendo ser afetados pela reorganização do Instituto Nacional de Emergência Médica, o INEM.
Mas está mesmo prevista a retirada de ambulâncias destes três concelhos?
Analisamos as diferentes posições.
O alerta teve origem no Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, conhecido pela sigla STEPH.
O STEPH é a estrutura sindical que representa técnicos de emergência pré-hospitalar, incluindo profissionais que trabalham no INEM. O sindicato intervém em matérias relacionadas com as condições de trabalho, as carreiras e a organização do sistema de emergência médica.
Segundo o levantamento divulgado pelo sindicato, a reorganização do sistema poderá envolver a retirada de 56 ambulâncias e a conversão de 46 Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida, conhecidas como SIV, em viaturas ligeiras.
O STEPH identificou sete concelhos do distrito de Aveiro como potencialmente afetados: Águeda, Anadia, Arouca, Aveiro, Espinho, Oliveira de Azeméis e Ovar.
Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Aveiro questionaram a ministra da Saúde sobre os efeitos da reorganização do Sistema Integrado de Emergência Médica no distrito.
Os parlamentares referem o alerta do STEPH e demonstram preocupação com a possibilidade de reafetação de ambulâncias e de transformação das atuais ambulâncias SIV em viaturas ligeiras.
O PS pede ao Governo que esclareça quais as alterações previstas para cada concelho e que garanta que não haverá uma redução dos meios disponíveis, da capacidade de resposta ou um agravamento dos tempos de socorro.
A posição dos socialistas não confirma, portanto, que as ambulâncias serão retiradas. O partido considera que existe um risco e exige esclarecimentos sobre o impacto da reorganização.
O Bloco de Esquerda do distrito de Aveiro assume uma posição mais categórica.
Com base nos dados apresentados pelo STEPH, o partido afirma que a redução de 56 ambulâncias e a transformação de 46 ambulâncias SIV representam uma diminuição direta da capacidade de resposta do INEM.
O BE considera que Arouca, Espinho e Oliveira de Azeméis estão entre os concelhos diretamente afetados pela supressão de meios.
O partido pede às câmaras municipais que se pronunciem contra a medida e que exijam ao Governo a sua reversão.
Ao contrário do PS, que pede esclarecimentos sobre uma possível redução, o Bloco de Esquerda apresenta a perda de meios como uma consequência já decidida da reorganização.
O Ministério da Saúde rejeita que a reorganização do sistema de emergência médica implique uma redução do número de ambulâncias.
Segundo o Governo, as alterações destinam-se a reforçar a capacidade operacional do INEM e a tornar a resposta mais rápida, eficaz e segura.
O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, também classificou como falsa e irresponsável a afirmação de que o país ficará com menos meios de emergência.
O responsável explicou que algumas das ambulâncias contabilizadas já não estavam operacionais devido à falta de profissionais.
De acordo com a posição oficial, a colocação de meios junto das Unidades Locais de Saúde e dos hospitais não significa que estes sejam retirados do sistema de emergência. As ambulâncias continuarão disponíveis e serão acionadas pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes.
O Governo admite alterações na gestão dos meios e confirma a transformação das ambulâncias SIV em viaturas ligeiras, mas nega que isso represente uma redução da capacidade de resposta às populações.
A afirmação de que os três concelhos vão perder ambulâncias tem origem num levantamento do STEPH e é assumida como verdadeira pelo Bloco de Esquerda.
O Partido Socialista considera que existe esse risco, mas não confirma a retirada de meios e limita-se a pedir esclarecimentos ao Governo.
O Ministério da Saúde e o INEM negam diretamente que esteja prevista uma redução do número de ambulâncias.
Perante a posição oficial do Governo, é falso que Arouca, Espinho e Oliveira de Azeméis vão perder ambulâncias. O Ministério da Saúde e o INEM garantem que a reorganização não implica uma redução dos meios de emergência nem uma diminuição da capacidade de resposta.