2026/06/03
Santa Maria da Feira Oliveira de Azeméis Espinho Vale de Cambra São João da Madeira Arouca
Transportes Metropolitanos do Porto registou lucro de 389,9 mil euros em 2025, abaixo dos 707 mil euros previstos no orçamento inicial previsto pelo antigo presidente Marco Martins.
A Transportes Metropolitanos do Porto fechou o exercício de 2025 com um lucro de 389,9 mil euros, um resultado positivo, mas inferior ao previsto no arranque da atividade da empresa.
No Plano de Atividades e Orçamento para 2025, a TMP apontava para receitas de 242,4 milhões de euros, gastos de 241,6 milhões e um resultado líquido positivo de cerca de 707 mil euros. O lucro agora apurado ficou, assim, cerca de 317 mil euros abaixo do inicialmente estimado, correspondendo a pouco mais de metade da previsão.
As contas dizem ainda respeito à gestão do anterior presidente do Conselho de Administração, Marco Martins, que viria a ser destituído da liderança da TMP. Para o seu lugar foi nomeado Nuno Neves Sousa, ex-vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, tal como REGIÃO DE TERRAS DE SANTA MARIA noticiou na altura.
Apesar de a empresa ter fechado o ano com resultado positivo, a margem é estreita quando comparada com a dimensão financeira da TMP. Num orçamento superior a 240 milhões de euros, um lucro de 389,9 mil euros representa uma folga muito limitada.
A análise mostra que a empresa conseguiu evitar prejuízo no primeiro exercício completo de consolidação da rede UNIR e da gestão do sistema Andante, mas ficou aquém da meta financeira definida no orçamento inicial.
O desvio face à previsão não coloca em causa o equilíbrio das contas, mas revela uma operação com pouca margem para absorver derrapagens, aumentos de custos ou falhas de receita. Numa empresa com forte dependência de receitas públicas, compensações e bilhética, qualquer variação operacional pode ter impacto relevante no resultado final.
O lucro de 389,9 mil euros corresponde a cerca de 55% do resultado positivo previsto. Ou seja, a TMP terminou 2025 no verde, mas com uma execução financeira menos favorável do que a projetada.
Este dado ganha relevância porque 2025 foi um ano central para a empresa, criada para concentrar a gestão metropolitana dos transportes públicos, incluindo a rede UNIR, a bilhética Andante e os contratos com operadores.
O facto de estas contas ainda refletirem a gestão liderada por Marco Martins acrescenta uma dimensão política à leitura do relatório. A administração responsável pelo exercício de 2025 já não está em funções, depois de ter sido destituída no início de 2026.
A nova liderança, entregue a Nuno Neves Sousa, recebe uma empresa financeiramente equilibrada, mas com uma margem de lucro inferior à prevista e com desafios operacionais relevantes na rede UNIR.
Na prática, o relatório deixa uma dupla leitura: por um lado, a TMP conseguiu fechar o ano com contas positivas; por outro, o resultado ficou abaixo da ambição inicial e mostra que a sustentabilidade financeira da empresa continua dependente de uma gestão muito apertada dos custos, das receitas e da qualidade do serviço prestado.